Ministros e secretários deixam cargos para votar impeachment

    Entre os auxiliares da presidente Dilma Rousseff, ao menos quatro devem deixar os cargos para votar contra a impugnação do mandato

    celso pansera

     

    Os ministros e secretários estaduais e municipais, que se licenciaram da Câmara Federal, vão reassumir seus mandatos como deputados para participar da votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, prevista para ocorrer no domingo (17).

    De acordo com o G1, ao menos 20 parlamentares de sete estados voltaram ou pretendem voltar ao Legislativo, ainda que temporariamente, nos próximos dias. As trocas vão levar para a Câmara ao menos 12 políticos favoráveis ao impedimento e sete contrários – o 20º tende a ser favorável, mas não fechou posição. Dos 20, quatro pertencem ao PT, quatro ao PMDB e quatro ao PSDB. Os demais são do PPS, DEM, PSC, PSD e PSB.

    Entre os ministros de Dilma, ao menos quatro devem deixar os cargos para votar contra o impeachment. Três são deputados pelo PMDB: Marcelo Castro (Saúde), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Mauro Lopes (Aviação Civil). Patrus Ananias (PT), do Desenvolvimento Agrário, deve confirmar a decisão oficialmente no fim de semana.

    Bahia – O secretário estadual de Turismo, Nelson Pelegrino (PT), que é deputado federal licenciado, disse ao bahia.ba que avalia a possibilidade de voltar à Câmara – junto com o titular de Relações Institucionais do governo Rui Costa, Josias Gomes. No entanto, segundo ele, os votos dos suplentes – Fernando Torres (PSD) e Davidson Magalhães (PCdoB) – são confiáveis. Todos seriam contra o impeachment.

    Já na capital, o recém-empossado secretário de Relações Institucionais do prefeito ACM Neto, Irmão Lázaro (PSC), deve deixar temporariamente a pasta para assumir o posto em Brasília, e votar a favor do afastamento da presidente.