‘Missão do Messias não acabou’, diz Valdemar Costa Neto em reunião do PL

    A fala do presidente do partido deve-se a inelegibilidade do ex-presidente pelos próximos oitos anos, determinada pelo TSE

    Foto: Reprodução/Redes Sociais (Instagram_@valdemarcostaneto)

    Após o início da reunião com a cúpula do Partido Liberal (PL), o cacique da legenda Valdemar Costa Neto usou as redes sociais para defender o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se tornou inelegível pelos próximos oito anos, devido a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O encontro foi iniciado às 9h, na sede do PL, localizada no Complexo Brasil 21, no Setor Hoteleiro Sul, no centro de Brasília, e tem o objetivo de reafirmar defesa de Bolsonaro.

    No Twitter, o presidente do PL reforçou a “força política” de Bolsonaro e o chamou pelo segundo nome: Messias, que nos textos biblícos, representa o ‘salvador prometido por Deus, que viria para mudar o mundo’.

    “A missão do Messias não acabou, só está começando. Deus não colocaria Bolsonaro no poder se não houvesse uma missão. E essa missão é salvar e mudar o Brasil”, escreveu em um dos tweets, em defesa do ex-presidente. A mensagem também foi dita durante o discurso do cacique aos representantes da legenda.

     

    Costa Neto tratou a determinação do TSE como “injustiça”. “Ele foi impedido de ser candidato pelo que falou, isso não existe. Nós vamos lutar para combater essa injustiça”, disse o chefe do PL.

    De acordo com a coluna Lauro Jardim, do jornal O Globo, uma das motivações para a reunião entre os integrantes da sigla deve-se ao temor dos caciques em que o partido se torne ‘página virada’, após a inelegibilidade do considerado ‘líder’ da oposição. Para isso, o PL já estuda outros nomes para assumir o cargo: os governadores de São Paulo ou Minas Gerais, Tarcísio Freitas (Republicanos) e Romeu Zema (Novo), respectivamente. Os dirigentes dos estados, contudo, são nomes de fora da legenda.

    Ausente das urnas eletrônicas nos próximos anos, a sigla cogita a possibilidade do ex-presidente tornar-se cabo eleitoral nas eleições de 2024. Os aliados de Bolsonaro estima usar a imagem de que o ex-mandatário seria vítima de um processo injusto e investirá na captação de eleitores para o pleito do ano que vem. No PL, Bolsonaro continuará atuando como presidente de honra.

    Além da inelegibilidade de Bolsonaro, o encontro desta quinta também deve debater a votação da reforma tributária, proposta pelo governo Lula (PT). A previsão é que a matéria seja votada na Câmara dos Deputados ainda hoje.