Publicado em 31/07/2026 às 19h09.

Moema critica eleição na Câmara de Lauro e cobra nova votação

Ex-prefeita questiona a legalidade da escolha do novo presidente

Gabriela Encinas / Luana Neiva
Foto: Luana Neiva / bahia.ba

 

A ex-prefeita de Lauro de Freitas e pré-candidata a deputada federal, Moema Gramacho (MDB), criticou a condução da eleição que definiu o novo presidente da Câmara Municipal de Lauro de Freitas após a renúncia do ex-presidente Juca, envolvido em um caso de agressão contra uma mulher em Salvador.

Moema falou com o bahia.ba durante a mobilização pelo Pacto Brasil contra o Feminicídio, nesta sexta-feira (31), Moema afirmou que a escolha foi realizada de forma irregular e defendeu a realização de uma nova votação após o fim do recesso legislativo. Quanto ao caso de agressão ela classificou como inadmissível e afirmou que um representante do Legislativo deve dar exemplo à população.

“Eu acho que foi um absurdo o que ele fez. Primeiro porque ele mesmo que ele não fosse presidente da Câmara, ele não teria que bater em mulher. Nós estamos aqui justamente discutindo essa questão da luta contra o feminicídio e qualquer tipo de violência”, declarou. A ex-prefeita acrescentou que “agressor não pode ser legislador”.

Segundo Moema, a situação se agravou após a informação de que a vítima seria servidora da Prefeitura de Lauro de Freitas. “Inclusive depois nós ficamos sabendo que ela era funcionária da Prefeitura. Piorou ainda, ainda mais. Então, todo agressor, seja de quem for, em especial das mulheres, tem que ser punido”, afirmou Moema.

Moema questiona a eleição do novo presidente da Câmara

A ex-prefeita também questionou a forma como ocorreu a eleição do novo presidente da Câmara e alegou que a sessão foi realizada durante o recesso, sem a participação de todos os vereadores. “Eu gosto muito dele, mas tem um detalhe. A eleição foi completamente irregular, foi um absurdo. Por quê? Em pleno processo de recesso da Câmara, com vários vereadores que estavam ausentes e sequer foram chamados”, disse.

Moema afirmou ainda que houve interferência do Executivo no processo, o que, segundo ela, não deveria ocorrer. “Mas quem estava estimulando para acontecer a sessão foi a gestão. O executivo não pode ter interferência entre os poderes, principalmente num tocante ao exemplo que deveria dar de não favorecer ao agressor”, afirmou.

A pré-candidata defendeu uma nova eleição. “Deveria-se voltar atrás nesse processo e abrir, após o recesso, uma sessão convocada devidamente por quem de direito para fazer a eleição onde todos os vereadores fossem convidados”, concluiu.

Gabriela Encinas
Jornalista nascida em Salvador, com origens em Xique-Xique, no interior da Bahia, e com cidadania espanhola. Já trabalhou na produção da Band Bahia TV, atuou como repórter de Política no site Taktá e no site Panorama da Bahia.

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