Moraes vota para tornar réus acusados no caso Marielle

    A análise virtual da Primeira Turma do STF seguirá aberta até o dia 22 de maio

    Foto: Antonio Augusto/STF
    Foto: Antonio Augusto/STF

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou nesta sexta-feira (15) pela abertura de ação penal contra três acusados de atrapalhar as investigações sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos no Rio de Janeiro em 2018.

    O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma da Corte e analisa denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, o delegado Giniton Lages e o comissário Marco Antonio de Barros.

    Segundo a PGR, os investigados teriam atuado para dificultar o avanço das apurações, promovendo o desaparecimento de provas, a inclusão de inocentes nas investigações, o uso de testemunhas falsas e diligências consideradas desnecessárias para proteger os responsáveis pelo crime.

    Em fevereiro deste ano, os irmãos Brazão, apontados como mandantes do assassinato, além de Rivaldo Barbosa e outros envolvidos, foram condenados pelo caso.

    Ao votar, Moraes afirmou haver elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal.

    “Há indícios mínimos de autoria e materialidade de que Rivaldo Barbosa, em conluio com Giniton Lages e Marco Antônio de Barros obstruíram, mediante ação e omissão imprópria, as investigações correlatas aos referidos homicídios”, declarou o ministro.

    A análise virtual da Primeira Turma do STF seguirá aberta até o dia 22 de maio.