Moro tem que exonerá-lo, diz Florence sobre diretor da Força Nacional que elogiou PMs amotinados

    Enviado ao Ceará para garantir o policiamento nas ruas, o coronel Aginaldo de Oliveira chamou de "gigantes" e "corajosos" lideranças do movimento

    Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
    Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
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    O deputado federal Antonio Florence (PT-BA) defendeu a demissão do diretor da Força Nacional de Segurança Pública, coronel Aginaldo de Oliveira, que chamou de “gigantes” e “corajosos” lideranças militares à frente de um motim no Ceará.

    Para o parlamentar baiano, caberá ao ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) exonerá-lo.

    “O ministro Moro, a respeito do diretor da Força Nacional, tem que convocá-lo a se expor. Tem que exonerá-lo. Porque não é atribuição do diretor da Força Nacional disseminar a insubordinação à hierarquia militar. Isso não é atribuição dele. Disseminar o terror na sociedade, porque era isso que estava acontecendo no Ceará”, afirmou Florence, em pronunciamento na Câmara na terça-feira (4).

    Na assembleia que decidiu pelo fim do motim, no domingo (1), Aginaldo de Oliveira discursou ao lado do principal líder do movimento, o ex-deputado federal Cabo Sabino, e do advogado dos policiais amotinados, o coronel Walmir Medeiros. O diretor da Força exaltou o fato de o motim ter conseguido “atingir os seus objetivos”. “Só os fortes conseguem atingir os seus objetivos. E vocês estão resistindo, vocês estão atingindo objetivos”, ele disse.

    “Acreditem! Vocês são gigantes. Vocês são monstros. Vocês são corajosos. Demonstraram isso ao longo desses dez, 11, 12 dias em que estou aqui, dentro deste quartel, em busca de melhorias para a classe, que vão conseguir”, disse o diretor da Força naquela ocasião.

    Recém-casado com a deputada federal Carla Zambelli (PSL -SP), que integra a base de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o coronel Oliveira é subordinado do secretário nacional de Segurança Pública, general Theophilo, que foi derrotado nas eleições pelo governo do Ceará. O general Teophilo disputou o pleito pelo PSDB e ficou em segundo lugar no Estado, com 11,3% dos votos. Apoiado por Ciro e Cid Gomes, Camilo Santana (PT) foi reeleito em primeiro turno.

    (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)