Morre aos 74 anos Sônia Carneiro, assessora de Jaques Wagner

    Jornalista teve carreira de mais de cinco décadas e acompanhou momentos marcantes da política brasileira antes de atuar ao lado do senador baiano.

    Foto: Reprodução / Redes Sociais

    A jornalista Sônia Carneiro, conhecida como Soninha, morreu neste domingo (20), aos 74 anos. Ela atuava como assessora do senador e ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT).

    A causa da morte não foi divulgada. O velório está previsto para terça-feira (22), mas o local e o horário ainda não foram informados.

    Soninha iniciou a carreira em 1971 e trabalhou por 32 anos na Rádio Jornal do Brasil e no Jornal do Brasil. Em Brasília, foi repórter, chefe de reportagem e acompanhou de perto os bastidores do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.

    Ao longo da carreira, cobriu acontecimentos como as Diretas Já, a Assembleia Nacional Constituinte, a CPI de PC Farias, o impeachment de Fernando Collor e diferentes campanhas eleitorais. Em 1992, recebeu o Prêmio Imprensa Estrangeira, da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE).

    Após deixar a imprensa, migrou para a assessoria de comunicação e trabalhou por 24 anos ao lado de Jaques Wagner. Nos últimos anos, integrava o gabinete do senador.

    Wagner utilizou as redes sociais para lamentar a morte de Soninha. Na publicação, o petista classificou a profissional como uma jornalista excepcional, que acreditava, insistia e fazia acontecer”. 

    “Falar de Soninha é falar de confiança, teimosia, competência e ousadia. Uma jornalista excepcional, que acreditava, insistia e fazia acontecer, sempre com a convicção de que era possível fazer mais e melhor. Meu abraço carinhoso aos seus filhos, a toda a família e aos amigos que hoje sentem profundamente a sua partida”, escreveu Wagner.

     

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), também lamentou o falecimento de Sônia.

    “A partida da jornalista Sônia Carneiro é uma triste notícia para a política e o jornalismo brasileiros. Foram mais de 50 anos dedicados à profissão e, como mulher, foi também pioneira na cobertura do Congresso Nacional. Deixo meus sentimentos à família e aos amigos. Que Deus os conforte neste difícil momento”, publicou.