Com independência aos poderes, Muniz cria comissão e ‘fecha cerco’ contra ferry-boat

    O colegiado se deu pelos vereadores entenderem que o que está ocorrendo com sistema trata-se de um 'problema grave'

    Foto: Divulgação/TWB

    Confirmando o que pregou desde o seu primeiro discurso, independência aos poderes em prol dos soteropolitanos, o presidente da Câmara de Salvador Carlos Muniz (PTB), diante de tantas reclamações e impasses envolvendo o sistema ferry-boat e, consequentemente, nenhuma resposta plausível do Governo Estadual, ‘fechou o cerco’ com a instalação, nesta terça-feira (14),  da Comissão Temporária Especial para acompanhamento e cobrança de resoluções contra os  impasses envolvendo o transporte hidroviário.

    O colegiado conta com nove membros e tem Muniz como presidente e Ricardo Almeida (PSC), como vice. Também fazem parte da comissão: Maurício Trindade (PP), Tiago Ferreira (PT), Átila do Congo (Patriota), Hélio Ferreira (PT), Sidninho (Podemos), Palhinha (União) e Daniel Alves (PSDB).

    Em conversa com o bahia.ba, o vice-presidente do colegiado, Ricardo Almeida, atestou o desejo de instalar a comissão, que teria tido o consentimento imediato de Muniz e de seus pares por entenderem que o que está ocorrendo com sistema ferry-boat  trata-se de um problema grave que precisa ser solucionado, levando em consideração que os soteropolitanos e turistas não podem mais passar por ‘tantos transtornos para fazer a travessia Salvador-Itaparica’.

    “Então, diante disso nós vamos acompanhar de perto todas as ações que serão tomadas pela Travessia Internacional Marítima, a fim de tornar possível a travessia, pois nem mesmo melhorar será suficiente. Hoje é impossível, é impraticável o cidadão ficar quatro horas em uma fila externa, mais duas horas num bolsão interno, para aguardar ainda 1h20 para atravessar até o outro lado, com equipamentos sucateados. Portanto, precisamos acompanhar de perto a viabilidade dessa travessia que sempre foi muito importante, por se tratar, por exemplo, da ida a um local em que as pessoas buscam para descansar, renovar suas energias, e, acabam se chateando tanto ou até desistindo, o que também impossibilita geração de renda e emprego na ilha, bem como dificulta para aqueles trabalhadores que usam do modal para realizarem suas atividades profissionais. E, a comissão chega, para fechar o cerco, para que possamos acompanhar todas as medidas adotadas pela empresa e pela Agerba [Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia] para que possam ser responsabilizadas por qualquer problemas que venham a ser causados”, atestou.

    A Agerba foi procurada pela reportagem, mas até a publicação da matéria não havia emitido resposta.