Movimentação de Doria contra Bolsonaro abre crise no PSDB

    Aliados do governador entregaram um plano para que ele assuma a presidência do partido ainda em maio dese ano

    Foto: Marcos Corrêa/PR

    Uma crise foi instalada no PSDB após o governador de São Paulo, João Doria, tentar unir a legenda contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em uma reunião ocorrida na noite de segunda-feira (08), no Palácio dos Bandeirantes, aliados de Doria entregaram um plano para que ele assuma a presidência do partido ainda em maio dese ano.

    O trabalho de Doria para liderar o PSDB já começou a desagradar adversários do governador, isto porque caso ele assuma a presidência, pode controlar a divisão de verbas para candidaturas estaduais e ainda antecipa o debate sobre a candidatura presidencial para as eleições de 2022.

    No encontro de segunda, Doria criticou a ala do PSDB que votou em Arthur Lira (PP), candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na eleição para a presidência da Câmara. Além disso, ele propôs expulsar Aécio Neves (MG) da legenda e receber dissidentes do Democratas ligados ao ex-presidente da Câmara de Deputados Rodrigo Maia.

    A proposta pelo afastamento de Aécio foi confirmada pelo próprio Doria em entrevista coletiva nesta terça (09). Na visão dele, o deputado federal agiu para retirar a legenda do bloco de apoio a Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa pela presidência da Câmara.

    “O PSDB não deve abrir espaços para comportamentos desse tipo. Mas você não pode ter dissidências num partido que se posiciona com clareza a favor da vida, em defesa da democracia, da saúde e do meio ambiente. E deputados e senadores defendendo o oposto. Isto não é partido. Então aqueles que tenham pensamento distinto, que tenham dignidade e coragem, peçam pra sair. Se tiver coragem que saiam. É a atitude que se espera de alguém com o mínimo de dignidade”, afirmou.