MP nega denúncia contra Barbosa, mas Prisco reforça haver investigação

    SSP-BA negou que tenha grampeado ex-desembargadores, mas admitiu que entregou gravador para vítima de extorsão

    Foto: Josemar Pereira/ Ag. Haack/ bahia.ba

    O Ministério Público da Bahia (MP-BA) negou, em nota enviada ao bahia.ba, que o secretário estadual de Segurança Pública (SSP), Mauricio Telles Barbosa, foi denunciado formalmente à Justiça por ter supostamente grampeado ex-desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O fato repercutiu nesta terça-feira (22) na imprensa baiana e nacional, a partir de um pronunciamento feito no plenário da Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Marco Prisco (PPS).

    Nesta quarta (23), ao bahia.ba, o parlamentar confirmou não haver uma denúncia formal sobre o caso, mas garantiu que “há uma investigação” contra o titular da SSP que, segundo ele, será encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Perguntado se poderia revelar de onde surgiu a documentação que relata uma apuração do episódio por promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Prisco disse que tinha que resguardar a fonte.

    No texto, quatro integrantes do Gaeco, Luciano Taques Ghignone, Ana Emanuela Cordeiro Rossi Meira, Fernando Antonio Madureira e Leandro Marques Meira, acusam Mauricio Barbosa de ter concedido ilegalmente a dois civis – Marcus Vinícius Souza Soares e Vera Marina Politano de Souza – um gravador da SSP para grampear dois ex-desembargadores do TJ-BA.

    O caso está relacionado a uma denúncia feita em maio pela promotoria, que implicou os ex-desembargadores Daisy Lago Ribeiro Coelho e Clésio Rômulo Carrilho Rosa, além de quatro advogados – Edilson Vieira de Souza, Alano Bernardes Frank, Marcos da Silva Carrilho e Dóris Lago Ribeiro Cortizo. Eles são acusados de exigir vantagem indevida em um processo milionário de espólio, avaliado em R$ 500 milhões, em que teria sido cobrada uma propina de 5% para cada um dos envolvidos. A operação foi batizada de “Leopoldo”.

    Em nota enviada ao bahia.ba, a SSP-BA negou o grampo, mas admitiu que entregou o aparelho para uma vítima de extorsão. Veja abaixo a documentação que fundamentou o discurso de Prisco na AL-BA.

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