Múcio diz que demissão foi boa para G.Dias e defende permanência de militar no GSI

    Ministro da Defesa afirmou ainda que interinidade de Ricardo Capelli "deve durar pouco"

    Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

    De Lisboa, onde acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em missão oficial, o ministro da Defesa José Múcio, avaliou nesta sexta-feira (21) que a demissão do general Gonçalves Dias, o G. Dias, do comando do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) foi “boa” para o militar.

    Múcio ainda se colocou contra a extinção do GSI, como algumas alas do governo defendem e falou abertamente que a interinidade de Ricardo Capelli “deve durar pouco” e defendeu que o presidente Lula mantenha um militar como chefe da pasta.

    “O G. Dias eu quero muito bem a ele desde o tempo do outro governo. Desde o episódio do 8 de janeiro, ele não ficou à vontade. Não estava se sentindo bem. E agora, com aquelas fitas, as coisas pioraram, e ele resolveu sair. Acho que foi bom para ele (a demissão). Ele não estava se sentindo confortável.”, afirmou o ministro à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, na chegada ao hotel onde ele, Lula e os demais ministros ficarão hospedados pelos próximos dias.

    Sobre a possível extinção da pasta, Múcio foi taxativo: “Você pode mudar de nome. Tem gente querendo mudar, mas aquilo não pode deixar de existir”.

    Para ele, o presidente não deve mexer no perfil do GSI.

    “Acho que essa interinidade vai durar pouco. Ele deve colocar outro nome. Mas, não posso me meter nisso, senão isso vem para a Defesa. Estou muito quieto”, disse, arrematando que a medida que está lá está boa.

    “Acho que agora não pode mexer naquele perfil (de ter militar no comando do GSI). Tem outras propostas. Dentro do governo tem gente que quer outras coisas, aumentar o número de civis. Acho que essa medida que está lá está boa”, reforçou.