Mudança na PGR pode impulsionar investigação que apura interferência de Bolsonaro na PF

    Agentes próximos à investigação apostam na saída Augusto Aras, que já pediu arquivamento do caso

    Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

    O inquérito que apura a suposta interferência de Jair Bolsonaro (PL) na Polícia Federal (PF) pode ganhar novos rumos em setembro. As apurações sobre a investigação mais antiga contra o ex-presidente podem avançar com um novo procurador escolhido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    O Blog do Noblat, do Metrópoles, alega que agentes próximos à investigação apostam na mudança da chefia da Procuradoria-Geral da República por Lula, retirando Augusto Aras do cargo. Em abril, o inquérito foi rejeitado pelo procurador, que já pediu arquivamento do caso. 

    A expectativa é de que Lula não reconduza Aras ao cargo. A medida, caso seja adotada pelo chefe do Executivo, evitaria “obstáculos” vindo do Ministério Público, dando novo impulso as investigações.

    A acusação contra Bolsonaro completa três anos em 2023. Ela foi originada em 2020, quando o então ministro da Justiça, Sergio Moro, pediu demissão e acusou Bolsonaro de interferir na PF. O agora senador alegou na época que o ex-mandatário buscava acesso às investigações em andamentos para “beneficiar aliados”. 

    Em 2022, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do caso, Alexandre de Moraes, recebeu da vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, um pedido para arquivar o inquérito. No texto foi alegado que não era possível imputar a prática de crimes a Jair Bolsonaro ou a Sergio Moro.