Mudanças no estatuto da PM só devem ser votadas em um mês, diz líder do governo

    Entre as alterações, está o aumento da idade para os praças passarem da reserva remunerada à reforma

    Foto: Sandra Travassos/ AL-BA

    As alterações propostas pelo governo Rui Costa no Estatuto dos policiais militares baianos não deverão ser votadas pelo Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) antes de um mês, previu o deputado Rosemberg Pinto (PT), líder do governo na Casa.

    “Há prazo de emendas e debate, para ouvir os diversos seguimentos. Não existe um prazo definido, o projeto pode ser votado com urgência ou não, não há efetivamente uma definição de data. Não deve ser votado antes de 30 dias”, estimou o petista.

    No texto encaminhado à Alba, o governo propõe diversas mudanças no Estatuto, entre elas o aumento da idade para os praças passarem da reserva remunerada à reforma. Atualmente, a idade limite é de 56 anos – o governo sugere 60 anos.

    Os militares da reserva, ao contrário dos reformados, podem ser convocados a trabalhar em situações específicas.

    O objetivo da proposta é, de acordo com o governo, ajustar “o texto normativo à realidade atual” da polícia, “proporcionando benefícios para o serviço de segurança pública do Estado”.

    No mesmo projeto, o Executivo estadual também modifica um artigo da Lei nº 13.201, de dezembro de 2014, sobre a localização das Companhias Independentes de Policiamento Especializado.

    Conforme a legislação atual, as companhias ficam localizadas nas regiões Noroeste, Central e Chapada. No novo texto, o governo diz que as companhias ficam nas regiões Nordeste, Central e Chapada.