Frase da vez
“A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes”
Winston Churchil, primeiro-ministro que dirigiu a Inglaterra na II Guerra Mundial (1874-1965)

Feira de Santana, a segunda maior cidade da Bahia, do ponto de vista do PT, é igual a Salvador, a primeira. Os petistas nunca ganharam a prefeitura de lá.
As semelhanças avançam mais. Lá, o prefeito Zé Ronaldo é do DEM como ACM Neto cá, e também bem avaliado.
Zé Ronaldo foi sacramentado candidato em convenção realizada ontem, tendo como vice o ex-deputado Colbert Martins, do PMDB.
Na terceira maior cidade da Bahia, Vitória da Conquista, a coisa é bem diferente. Lá, o PT governa há 20 anos. Este ano, tem como candidato o deputado e ex-prefeito Zé Raimundo, que vai enfrentar o ex-deputado Herzem Gusmão (PMDB); mas se em Salvador e Feira os oposicionistas tratam com todo carinho, lá parece que jogaram a toalha.
Na convenção que homologou Herzem, sábado passado, não apareceu nenhum notável: nem Neto, nem Geddel, nem Lúcio Vieira Lima.
Herzem lançou como vice a vereadora Irma Lemos (PTB). A queixa: não ouviu ninguém.
Do jeito que a coisa anda, no placar dos três grandes, os únicos que têm segundo turno, a campanha começa indicando que vai ficar tudo como está: o DEM dando de 2 a 1 no PT.
Velha pedida
Zé Ronaldo vai disputar novo mandato em Feira com velhas expectativas, agora que conta com Michel Temer: quer ver a realização do contorno norte da cidade, o que, aliás, Dilma quando foi lá prometeu duas vezes e não cumpriu.
— No plano federal, essa é a grande aspiração feirense. O tráfego na cidade só não é pior porque construímos vários viadutos.
Na outra banda —Zé Ronaldo tem como principal adversário o deputado Zé Neto (PT), líder do governo na Assembleia.
Fernando balança
Mas o governo estimula também outras candidaturas, na esperança de forçar o segundo turno. Uma delas é a do deputado Fernando Torres (PSD), que nos últimos dias insinuou a possibilidade de sair da disputa para apoiar Zé Neto.
Ontem, os governistas tentavam convencer Torres a permanecer.
Candidatíssimo
Da série “sou candidato e não abro”: Joseph Bandeira (SD), ex-prefeito de Juazeiro e pré-candidato agora, foi convidado por ACM Neto ontem para uma conversa.
O que Neto quer não se sabe, mas o que Joseph diz é público e notório: é candidato e tem como vice Wank Medrado, do PMDB.
As pendências que Joseph tinha no TCU, segundo o ex-deputado Raimundo Sobreira, amigo dele, estão resolvidas.
— Ele é candidatíssimo.

Entra e sai
José Alves, ainda presidente da ABAV, toma posse hoje (15h) no salão de eventos da Governadoria, com Rui Costa comandando a festa.
Amanhã ao meio-dia, o trade turístico se reúne no Fogo de Chão para outro evento no setor: vai fazer um almoço de despedida para Nelson Pelegrino, o secretário que sai.
O trade está inquieto.
Triste partida
Vilázaro Sampaio de Souza chocou Vitória da Conquista ontem. Ex-auxiliar do deputado federal Valdenor Cardoso e do estadual Zé Raimundo, ambos do PT, ele saiu de casa pela manhã, fez a caminhada matinal, passou no escritório de Valdenor, voltou para casa e, sem nada dizer, se enforcou.
Em 2014, ele e mais três colegas foram presos pela polícia acusados de dar um desfalque de mais de R$ 1 milhão na Ebal.
Terra de ninguém
Moradores do Condomínio Marisol, em Ipitanga, na confluência entre Salvador e Lauro de Freitas, dizem que vivem em eterna crise de identidade territorial.
O IPTU é cobrado pela Prefeitura de Salvador e as contas da Embasa e da Coelba são emitidas por Lauro de Freitas.
Nos fins de semana, o pior: a praia de Ipitanga é ocupada por carros nos dois lados, nem Salvador e nem Lauro de Freitas tomam conta, o ônibus não consegue passar e pegar o buzu significa caminhar um quilômetro.

Raposa no galinheiro
O Ministério Público Federal na Bahia está querendo barrar a nomeação de Neuvaldo David Oliveira para a Superintendência do Ibama na Bahia. Mandou dizer ao ministro José Sarney Filho (Meio Ambiente) que Neuvaldo deve mais de R$ 100 mil em multas ao próprio Ibama.
Realmente, assim é botar raposa para vigiar galinheiro.
Calote na Uneb
Funcionários que prestam serviço ao Núcleo de Estudos Canadenses (NEC), da Uneb, estão mal. Desde o início das aulas, em abril, os professores estão sem receber salário e entraram em greve. O NEC oferece cursos de extensão em inglês, francês e espanhol, um serviço que funcionava com sucesso há anos. Mas a partir do ano passado começou a degringolar.

