Na disputa entre Rui e Neto falta o quem é quem federal

    Se historicamente estar ao lado do presidente é uma vantagem de 99% a favor, tendo Juracy Magalhães, em 1958, como exceção, este ano há um presidente que ninguém quer

    Frase da vez

    “Demore na dúvida… E descubra a sabedoria que insiste em se esconder na ausência de palavras.”
    Padre Fábio de Melo, sacerdote católico mineiro (1946)

    Foto: Raul Golinelli/ GovBA
    Foto: Raul Golinelli/ GovBA

     

    ACM Neto foi sexta a Jacobina a convite do prefeito Luciano da Locar, também do DEM, onde teve honrarias de chefe de Estado.

    Sábado em Cruz das Almas, onde o prefeito é Orlando Peixoto, do PT, o cenário foi adverso. Acabou hostilizado, chamado de “golpista”.

    Ficou um a um. Mas o fato é que ele lidera também as pesquisas, a divulgada, a do Paraná, e as incubadas. Mas as mesmas pesquisas, de todos os lados, mostram que Rui Costa é um governador muito bem avaliado.

    Aí fica a pauta do tititi: Rui vai conseguir transferir o olhar simpático da maioria para as urnas? Entra o velho refrão, o governo diz que sim, a oposição diz que não.

    Lógico que isso é ensaio. O jogo mesmo ainda vem aí, com a definição do cenário federal, onde totalmente confuso.

    Falta entrar no jogo um ingrediente fundamental: a disputa federal. Se historicamente estar ao lado do presidente é uma vantagem de 99% a favor, tendo Juracy Magalhães, em 1958, como exceção, este ano estamos caminhando para termos outro fato inédito, um presidente que ninguém quer.

    Aí, obviamente, as expectativas ficam por conta de quem serão os candidatos na questão federal, em um cenário em que temos governistas melados e oposicionistas também.