Na reforma trabalhista, a miscelânea da política baiana fica escancarada

    Otto Alencar (PSD) e Lídice da Mata (PSB) votaram contra, mas Roberto Muniz (PP), o substituto de Walter Pinheiro (que está na Secretaria de Educação do Estado), a favor

    Frase da vez

    “Para reformar um homem é preciso começar pela sua avó.”
    Victor Hugo, escritor francês e ativista pelos direitos humanos (1802-1885)

    Foto: bahia.ba
    Foto: bahia.ba

     

    Se dependesse dos senadores baianos, a reforma trabalhista ontem aprovada no Senado não passaria, mas o placar é apertado.

    Otto Alencar (PSD) e Lídice da Mata (PSB) votaram contra, mas Roberto Muniz (PP), o substituto de Walter Pinheiro (que está na Secretaria de Educação do Estado), a favor.

    Só carimba a lógica que tem permeado a política baiana desde o impeachment: alguns aliados de Rui Costa no plano federal agem livremente, o que tem gerado atritos entre militantes petistas.

    Rui nada diz. Mas no interior, alguns dos palanques oficiais têm levado vaias, especialmente quando o deputado do lugar é petista.

    Rui já foi concitado a pedir aos petistas que baixem a bola.

    Personagens

    Aliás, 20 dos 39 deputados federais baianos já votaram a favor da reforma trabalhista. Deles, oito são aliados de Rui Costa na Bahia.

    Tal e qual Roberto Muniz no Senado, os quatro do PP do vice-governador João Leão (Caca Leão, Roberto Brito, Ronaldo Carletto e Negromonte Jr), são a favor.

    Os outros quatro são João Carlos Paolilo Bacelar, José Carlos Araújo e José Rocha, os três do PR, e Paulo Magalhães (PSD).