‘Não deve ocorrer’, diz Bruno sobre termo usado por Caiado

    Bruno Reis afirmou que termos associados à discriminação não devem ser usados por políticos

    Foto: Neison Cerqueira / Bahia.ba

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), criticou nesta quarta-feira (29) a declaração do ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), sobre o cenário político da Bahia. 

    Em entrevista coletiva durante o lançamento da Festa de Santa Dulce dos Pobres, realizado no Santuário Santa Dulce dos Pobres, Bruno Reis evitou entrar em polêmica, mas destacou que expressões que possam remeter a qualquer tipo de discriminação não devem integrar o vocabulário de agentes públicos.

    “Eu acho que qualquer fala referente a qualquer termo que possa de alguma forma fazer referência a qualquer tipo de discriminação não deve fazer parte do vocabulário de nenhum de nós, políticos”, afirmou o prefeito.

    A fala polêmica fala de Caiado 

    A polêmica teve início no último domingo (26), quando Caiado participou do evento que oficializou sua candidatura ao Palácio do Planalto. Ao ser questionado sobre a composição de um palanque na Bahia,  já que o diretório do PSD na Bahia mantém aliança com o PT e apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Caiado disse que, “com Caiado e ACM eleitos, o povo baiano vai se sentir alforriado”.

    Jerônimo também reage

    A declaração de Caiado também provocou reação do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). Em vídeo publicado nas redes sociais na última terça-feira (28), o petista classificou a fala como ofensiva ao povo baiano e relembrou a trajetória histórica de resistência da população negra e indígena do estado.

    “Eu não vou responder apenas como governador, vou responder como baiano. Baiano descendente de negros e indígenas, descendente de pessoas que foram verdadeiramente escravizadas, exploradas, espoliadas dos seus direitos e de sua liberdade”,  declarou Jerônimo. 

    “Essa é uma das declarações mais ofensivas e infelizes já dirigidas ao povo baiano, mas não me surpreende saindo de onde saiu”,acrescentou.

     

     

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