‘Não falei em judicialização’, rebate Claudio Tinoco sobre eleição na CMS

    Em entrevista, vereador do União Brasil, contudo, reiterou o entendimento de que houve irregularidades na sessão que reconduziu

    Foto: Jamile Amine/bahia.ba

    O vereador Claudio Tinoco (União Brasil) negou nesta quinta-feira (31) que pretenda judicializar a eleição da última terça-feira (29), que garantiu ao presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Júnior (MDB), um terceiro mandato à frente do legislativo. O vereador, contudo, manteve as críticas ao processo e aventou a possibilidade de a própria Casa anula a sessão de eleição.”Sou um cara do diálogo, do debate, da construção. Quem sabe a própria Câmara pode anular a sessão solene que ocorreu, entendendo que meus argumentos são válidos”, afirmou Tinoco, atual corregedor do legislativo.

    Tinoco disse que pretende reapresentar as críticas na próxima sessão. O vereador do UB argumenta que a promulgação de uma emenda à Lei Orgânica, duas resoluções e um requerimento que viabilizaram a reeleição na Mesa Diretora não foram publicadas na ordem do dia de forma regular. Segundo Claúdio Tinoco, até a convocação da sessão solene de eleição foi publicada no Diário Oficial “a menos de três horas da sessão”.

    Em entrevista nesta quinta, o corregedor destacou a decisão do Supremo Tribunal Federal de dezembro de 2020 segundo a qual os então presidentes da Câmara Federal e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, não poderiam concorrer à reeleição nestes cargos na mesma legislatura. Na Câmara de Salvador, Geraldo Júnior foi reeleito para o mandato de 2023 e 2024, mesma legislatura da gestão atual, iniciada em 2021. “A partir do momento que você tem uma referência de jurisprudência, de legislação, de definição da Justiça, por que eu vou seguir diferente disso? No minimo a gente precisa discutir”, acrescentou.

    Sobre posicionamentos do prefeito Bruno Reis (UB) ou do líder do governo Paulo Magalhães Júnior (UB), o corregedor ressalta que agiu por disposição pessoal, independemente de orientações do Executivo ou da liderança da bancada. Cláudio Tinoco avalia que a eleição na Casa foi “no mínimo antidemocrática”, por ter atropelado o interesse de outros vereadores de postularem a presidência e não terem sido avisados com antecedência.