‘Não há prova, há apenas pista’, diz Florence sobre Wagner

    Deputado baiano criticou ainda a atuação do Supremo Tribunal Federal no julgamento das ações provenientes da Operação Lava Jato

    Foto: Roberto Viana/ bahia.ba

    O deputado federal Afonso Florence (PT) considerou a transferência da investigação sobre o ex-ministro e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner – cuja campanha de 2006 foi apontada como recebedora de recursos desviados da Petrobras – para o juiz Sérgio Moro como “um julgamento político sem prova”.

    Presente ao ato contra o governo interino de Michel Temer (PMDB), nesta sexta-feira (10), no centro de Salvador, o parlamentar disse acreditar que a “inocência” do companheiro de partido “será obviamente constatada”. “Considero que não há prova, há apenas pista em relação ao ministro Wagner e não vai se comprovar. Não tenho dúvida disso”, opinou o petista.

    Florence criticou ainda a atuação do Supremo Tribunal Federal no julgamento das ações provenientes da Operação Lava Jato. “Eu considero que o Judiciário tem que trabalhar com parâmetros de provas empíricas, não só delações”, afirmou.

    Ele considera que as últimas gravações divulgadas que mostram uma suposta trama entre o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e os senadores peemedebistas Romero Jucá e Renan Calheiros, além do ex-presidente José Sarney, provam a tese de “golpe” para barrar as investigações e derrubar a presidente afastada Dilma Rousseff.

    Perguntado se o vazamento de tais gravações não seria semelhante à criticada divulgação – pelo PT – de conversas de Lula, o deputado avaliou que “a única similitude são os vazamentos ilegais”.