Publicado em 02/12/2015 às 20h11.

‘Tenho convicção quanto à improcedência desse pedido’, diz Dilma

A presidente fez pronunciamento para à imprensa, no início da noite desta quarta (02), e disse que não há fundamento para pedir sua saída do cargo

Redação

 

Logo após o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) ter autorizado a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma na Câmara, em Brasília, a petista fez pronunciamento à imprensa. Segundo ela, não existem provas contra sua pessoa que a leve a ser destituída do cargo.

“Recebi com indignação a decisão do presidente Eduardo Cunha de processar o pedido de impeachment contra o mandado democraticamente conferido a mim pelo povo brasileiro. São inconsistentes e improcedentes as razões que fundamentam este pedido”, declarou.

Dilma acrescentou ainda que nunca tentou coagir pessoas para satisfazer interesses próprios, numa clara indireta ao deputado Eduardo Cunha. “Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim, não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público. Não possuo contas no exterior, nem ocultei a existência de bens pessoais, nunca tentei coagir pessoas na busca de satisfazer meus interesses. Meu passado e meu presente atestam a minha idoneidade”.

 A presidente disse, ainda, que acredita no livre funcionamento da democracia do País. “Eu jamais aceitaria com quaisquer tipos de barganhas, muito menos aqueles que atentam contra o livre funcionamento democrático do meu país. Tenho absoluta tranquilidade quanto a improcedência desse pedido, bem como o seu arquivamento. Não podemos deixar as conveniências e interesses abalarem a democracia e instabilidade do nosso país”, concluiu.
Ela vê inconsistência na autorização do processo de impeachment. “São inconsistentes e inconsequentes as razões que fundamentam este pedido. Não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público. Não possuo conta no exterior, nem nunca tentei coagir pessoas em busca de satisfazer meus interesses”, disse a presidente em pronunciamento à imprensa.
Confira o pronunciamento na íntegra:

“No dia de hoje, vocês viram que foi aprovado pelo Congresso Nacional, o proejto de lei que atualiza a meta fiscal, permitindo a continuidade dos serviços públicos fundamentais para todos os brasileiros.

Ainda hoje, eu recebi com indignação a decisão do senhor presidente da Câmara dos Deputados de processar pedido de impeachment contra mandato democraticamente conferido a mim pelo povo brasileiro.

São inconsistentes e improcedentes as razões que fundamentam este pedido. Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim. Não paira por mim  nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público, não possuo conta no exterior, nem ocultei do conhecimento público a existência de bens pessoais. Nunca coagi, ou tentei coagir instituições ou pessoas na busca de satisfazer meus interesses.

Meu passado e meu presente atestam a minha idoneidade e meu inquestionável compromisso com as leis e a coisa pública.

Nos últimos tempos e, em especial, nos últimos dias, a imprensa noticiou que haveria interesse na barganha dos votos de membros da base governista no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Em troca, haveria o arquivamento dos pedidos de impeachment.

Eu jais aceitaria ou concordaria com quaisquer tipos de barganha. Muito menos com aquelas que atentam contra o livre funcionamento das instituições democráticas do meu país, bloqueiam a justiça, ou ofendam os princípios morais e éticos que devem governar a vida pública.

Tenho convicção e absoluta tranquilidade quanto à improcedência desse pedido, bem como, quanto ao seu justo arquivamento. Não podemos deixar as conveniências e os interesses indenfensáveis abalarem a democracia e a estabilidade do nosso país.

Devemos ter tranquilidade e confiar nas nossas instituições e no estado democrático de direito.

Obrigada a todos vocês e muito boa noite!”

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