‘Não serei uma Jeanine’, diz Bolsonaro citando ex-presidente da Bolívia presa

    Jeanine Añez é acusada pelos crimes de terrorismo, traição e conspiração

    Foto: Reprodução, Instagram/@jairmessiasbolsonaro

    Pré-candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) discursou em tom de campanha nesta quarta-feira (27), durante evento chamado de “ato cívico pela liberdade de expressão”, em defesa do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), a quem concedeu indulto após condenação no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Segundo informações do portal Metrópoles, em sua fala, Bolsonaro afirmou que prisões por atos antidemocráticos no Brasil se assemelham ao que ocorreu na Bolívia e se comparou à ex-presidente autoproclamada Jeanine Añez, que foi investigada e presa por participação no golpe de estado que derrubou Evo Morales em 2019.

    “Tenho certeza: eu jamais serei uma Jeanine. Jamais. Porque, primeiro, eu acredito em Deus e, depois, eu acredito em cada um de vocês que estão aqui. A nossa liberdade não tem preço. Digo mais, como sempre tenho dito: ela é mais importante que a nossa própria vida”, disse o mandatário.

    “Até que a sua turma [de Evo Morales] voltou para comandar a Bolívia. Numas eleições. A senhora Jeanine foi para casa. Ela perdeu as eleições. Alguém sabe onde está a senhora Jeanine Añez nos dias de hoje? Está presa. Já tentou suicídio mais de uma vez. Sabe do que ela foi acusada? Atos antidemocráticos. Entenderam? É o que nós vivemos no Brasil atualmente”, acrescentou Bolsonaro.

    Morales deixou o governo em meio a acusações de fraude eleitoral e protestos, que incluíram um motim policial e pressão das Forças Armadas. Anos depois, ficou comprovado que não houve ilegalidade no pleito e na última eleição, em 2020, Luis Arce, candidato apoiado por ele, venceu a disputa pela Presidência. Jeanine Añez, por sua vez, é acusada pelos crimes de terrorismo, traição e conspiração.