Não sou cavalo do Paraguai, diz Coronel sobre disputa ao Senado

    Senador lembrou que, em 2018, aparecia na quarta colocação a apenas 15 dias da votação, mas terminou eleito

    Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

    O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos-BA) afirmou que pretende chegar à liderança da disputa por uma das duas vagas da Bahia no Senado nas eleições de 2026. Em entrevista ao programa BandNews na tarde desta sexta-feira (4), o parlamentar recorreu ao desempenho obtido na eleição de oito anos atrás para sustentar a expectativa de crescimento na reta final da campanha.

    Coronel lembrou que, em 2018, aparecia na quarta colocação a apenas 15 dias da votação, mas terminou eleito. O episódio, segundo ele, serve como referência para a atual disputa.

    “Há oito anos, faltando ainda 15 dias para as eleições, eu era o quarto colocado. Era Jaques Wagner, Lídice da Mata, Jutahy Magalhães e eu em quarto. Minha campanha eu faço sempre com uma brincadeira: eu não sou ‘cavalo do paraguai’, que muita gente tem arrancada e não tem chegada. Eu já mostrei há oito anos que tenho chegada”, declarou o senador.

    Meta é terminar em primeiro

    Ao citar o resultado de oito anos atrás, Coronel procurou reforçar a ideia de que a posição nas pesquisas ou nas primeiras semanas de campanha não definiria o resultado da eleição. O senador afirmou que sua meta não é apenas conquistar a reeleição, mas terminar a votação na primeira colocação entre os candidatos ao Senado.

    “Nós vamos trabalhar para que a gente seja o primeiro colocado nas eleições para o Senado. Essa é a nossa meta”, afirmou.

    A Bahia elegerá dois senadores em 2026, o que torna a disputa especialmente relevante para a composição da bancada do Estado no Congresso Nacional. Coronel busca um novo mandato para permanecer no Senado a partir de 2027.

    Coronel aposta na reta final

    O parlamentar também avaliou que a campanha eleitoral ainda não começou, de fato, na maior parte dos municípios baianos. Segundo ele, prefeitos, lideranças políticas e grupos locais estariam aguardando a aproximação do fim de setembro para intensificar a mobilização eleitoral.

    “O jogo da política vai começar a ser jogado. Não tem campanha ainda na Bahia. Acho que 80% ou mais dos municípios estão esperando chegar mais próximo do final do mês para iniciar a campanha. Tenho fé que aqueles que depositam a confiança no meu nome vão trabalhar e a gente vai se reeleger”, concluiu Coronel.

    A estratégia apresentada pelo senador é concentrar esforços na reta final da corrida eleitoral, apostando na mobilização de lideranças municipais e de eleitores que, segundo ele, ainda não teriam definido seu voto.