‘Não tem de onde tirar (recursos)’, afirma Mourão sobre Renda Cidadã

    Líderes do governo e do Congresso realizam várias reuniões em busca de uma saída para programa de transferência de renda

    Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
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    O vice-presidente Hamilton Mourão destacou nesta quinta-feira que o goveno federal “já virou a página” sobre a proposta de retirar recursos do Fundeb e do pagamento de precatórios para custear o Renda Cidadã. A sugestão surgiu na segunda-feira (28), mas foi mal recebida no Congresso Nacional, na sociedade e nos mercados. Mourão admitiu ainda outro problema: a falta de outra alternativa para viabilizar o novo formato da transferência de renda.

    “Não tem onde tirar (recursos)”, resumiu o vice-presidente. “Se você quer colocar um programa social mais robusto que o existente, você só tem uma de duas linhas de ação: ou você vai cortar gastos em outras áreas e transferir esses recursos para esse programa, ou então você vai sentar com o Congresso Nacional e propor algo diferente, uma outra manobra, que seja fora do teto de gastos, com imposto específico e que seja aceito pela sociedade. Não tem outra solução”, encerrou Mourão.

    Negociações prolongadas

    Desde a quarta-feira (30), líderes do governo e do legislativo conversam na procura de uma alternativo para o programa.O senador Marcio Bittar (MDB) passou a manhã desta quinta-feira (1º) em conversas com integrantes do governo.

    O parlamentar é o relator da PEC Emergencial – série de medidas que seriam adotadas sempre que a despesa crescer em velocidade que comprometa o teto dos gastos. O financiamento do Renda Brasil deve ser inserido na lei com uma emenda a esta proposta.

    Segundo a CNN Brasil, o cenário ainda é de indefinição. Governo e relator já teriam na mesa outras alternativas para financiar programa com a premissa de respeitar o teto de gastos.Mas falta um consenso entre executivo e parlamento. “Estamos costurando”, disse o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos.