Não tenho dúvidas que será condenado, diz Capitão Alden sobre Bolsonaro

    Foto: Assessoria

    Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, votar nesta quarta-feira (10) pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros cinco réus por crimes contra a democracia, o deputado estadual Capitão Alden (PL) fez críticas em entrevista ao bahia.ba sobre a composição da Corte e questionou a imparcialidade do julgamento.

    “Se vamos ter a maioria dos votos favoráveis à condenação, não tenho dúvidas. Você coloca ali o ex-advogado do PT para julgar [Cristiano Zanin], Flávio Dino, inimigo declarado de Bolsonaro, e o próprio Alexandre de Moraes, que tem suas conhecidas e notórias intervenções contra o ex-presidente. Então, eu não conheço nenhuma Suprema Corte no mundo onde pessoas com esse currículo e com essas qualificações, envolvidas diretamente com os supostos réus, estejam participando de um julgamento”, afirmou o parlamentar.

    Alden também destacou que, em caso de condenação, a direita pretende recorrer internacionalmente, com base em argumentos jurídicos que seriam apresentados por meio do ministro Fux.

    “Vamos utilizar os trâmites jurídicos do ministro Fux para recorrer atrás de um apoio internacional”, finalizou.

    Voto de Fux

    O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para absolver todos os réus do crime de organização criminosa. Nesta quarta-feira (10) o ministro vota na Ação Penal 2668, que julga os acusados pela tentativa de golpe de Estado.

    Fux decidiu analisar os crimes separadamente. Segundo ele, a Procuradoria Geral da República (PGR) não apresentou provas suficientes para imputar aos réus o crime de organização criminosa e uso de arma de fogo.

    “Voto que se julgue improcedente a ação penal relativamente ao crime de organização criminosa, porque esse crime não preenche a tipicidade [da legislação]”, afirmou.

    A sessão foi suspensa por dez minutos. O ministro continua sua manifestação e deve julgar cada crime em separado. Os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, e Flávio Dino, votaram na terça-feira (9) pela condenação dos réus.