Neto chama queixa-crime que pede sua prisão de ‘estapafúrdia’

    Prefeito foi acionado pela bancada de oposição na Câmara Municipal por obstrução de Justiça e sugere que MP processe vereadores “por estarem tomando o precioso tempo”

    Foto: Luís Filipe Veloso/ bahia.ba

    O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), chamou de “coisa completamente estapafúrdia” a queixa-crime movida no Ministério Público pela bancada de oposição na Câmara de Vereadores, que pede a sua prisão por obstrução de Justiça.

    De acordo com a peça, o gestor soteropolitano teria manipulado a publicação da lei do programa Revitalizar no Diário Oficial do Município. “Completo desespero. Acho que o Ministério Público deveria entrar com uma ação contra esses vereadores por estarem tomando o precioso tempo. Imagino que o Ministério Público da Bahia tem coisas muito mais sérias para tratar do que coisas absurdas como essa. Espero, inclusive, uma posição muito atenta do Ministério Público para não permitir que qualquer vereador queira fazer factoide na nossa cidade”, sugeriu o democrata, nesta quarta-feira (16), durante a entrega da obra de requalificação da Unidade de Saúde da Família (USF) do Bom Juá.

    Para o gestor soteropolitano, a medida reflete a disputa política eleitoral de 2018, quando deve enfrentar o governador Rui Costa (PT), que nega ter participado da articulação do ato. “Para mim, é o reflexo maior de quão desesperados estão os nossos adversários, talvez, em função das pesquisas que apontam um quadro político muito complicado para eles na Bahia”, alfinetou.

    Neto não quis entrar em polêmica em relação a uma suposta atuação indevida do procurador Wellington César Lima e Silva, que teria se reunido com o líder da minoria, José Trindade (PSL), antes de a ação ser protocolada. “Prefiro não acreditar nisso. Honestamente, eu prefiro não acreditar nisso. Vou tratar esse assunto apenas como boato. Agora, espero que o Ministério Público não dê espaço para que esses factoides políticos prosperem”, resumiu o prefeito.

    Outro lado – Após a repercussão do caso, Trindade negou que o encontro com o ex-ministro da Justiça tenha sido uma consulta à legalidade da queixa-crime. Segundo o edil, a reunião “foi para protocolar a peça”. Ele disse que buscou a chefe do MP-BA, Ediene lousado, mas ela não pode recebê-lo.