Neto defende permanência de Temer e volta a sugerir Imbassahy em pasta

    Prefeito afirmou que o país não "conseguiria" suportar dois processos de impeachment em pouco tempo e disse que presidente poderia "ouvir mais as ruas"

    Foto: Rodolfo Stuckert/ Câmara dos Deputados

    O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), defendeu nesta segunda-feira (12) a permanência do presidente Michel Temer (PMDB), ao ser questionado sobre a pesquisa Datafolha segundo a qual 63% dos brasileiros querem a renúncia do peemedebista.

    “Eu não acho que o Brasil conseguiria suportar a queda de dois presidentes em um prazo tão rápido. Acho que esse não é o caminho. O caminho é ter equilíbrio e um mínimo de diálogo institucional entre os Poderes”, afirmou o democrata.

    O gestor lembrou que, durante o governo Dilma, chegou a orientar que deputados federais baianos votassem a favor de medidas do ajuste fiscal proposto. “Não joguei na lógica do quanto pior, melhor, quando Dilma era presidente. […] Não será agora que vou fazer isso, em um governo que tem seis meses e chegou em uma condição muito específica. Uma coisa é chegar com o voto popular, e outra é chegar após um processo de impeachment”, declarou o prefeito, que opinou ainda que Temer poderia “ouvir mais as ruas”, até para explicar propostas de grande rejeição popular.

    Neto também voltou a defender a ida do deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) para a Secretaria de Governo. O tucano foi indicado pelo PSDB para o posto, mas o fato gerou insatisfação entre aliados. Diante da resistência de diversos parlamentares, principalmente do chamado “Centrão”, Temer deixou o convite em suspensão.

    “Não posso falar por Temer, mas acho que Imbassahy ajudaria muito nessa hora no ministério, na interlocução do governo com o Congresso, prefeitos e governadores, nessa pauta legislativa. Acho que seria um acerto levar Imbassahy para o ministério”, disse Neto.