Neto diz que 2017 será difícil, mas está pronto para encarar

    Prefeito comenta desafios da nova gestão em Salvador, fala que "toda cautela é pouca" e comenta as delações da Odebrecht e a possibilidade de queda de Temer

    Foto: Roberto Viana/ Ag. Haack/ bahia.ba
    Foto: Roberto Viana/ Ag. Haack/ bahia.ba

     

    ACM Neto assume neste domingo (1º) o segundo mandato como prefeito de Salvador em circunstâncias bastante diferentes do primeiro. Em 1º de janeiro de 2013 ele tinha uma Prefeitura a arrumar e uma cidade esculhambada, mais ainda sendo adversário do governador Jaques Wagner e da presidente Dilma, mas a economia do país ia bem (ou parecia). Ganhou. Chega agora em 1º de janeiro de 2017 com a Prefeitura e a cidade ajustadas ao seu modo, o governador Rui Costa contra, mas o presidente Michel Temer a favor, e principal nome da oposição para a disputa em 2018, mas com uma economia em crise vitaminada pela Lava Jato.

    Neto diz que o ano começa cheio de incertezas. Mas está preparado para encarar,

    Prefeitura de Salvador

    Diante do cenário, Neto admite que toda cautela é pouca:

    — Seremos conservadores. Estamos preparados para contingenciar, se as receitas do Tesouro (impostos municipais) não forem como previstas. Se não, preservaremos a banda social, como o pagamento de servidores, que é sagrado, saúde e educação e vamos levando.

    Delações da Odebrecht

    A expectativa dos governistas é que Neto apareça na delação da Odebrecht e como isso quebre o encanto que o coloca como bem avaliado. Ele se diz tranquilo:

    — Não é por ser citado que está incriminado. Recebi doações em 2012, sim. Mas dentro da lei. O PT quer criminalizar tudo, quer jogar nas costas dos outros um problema que é dele. Se tiver que explicar algo, explicarei.

    Temer na berlinda

    Impopular, e bombardeado de denúncia, Michel Temer vai resistir? Para ACM Neto, sim:

    — Dilma não caiu por impopularidade. Caiu porque era desarticulada no Congresso. E Temer tem uma base congressual forte. Não cai.