Neto anula desapropriações suspeitas no Parque das Dunas

    Área é uma Zona de Proteção Rígida (ZPR), o que quer dizer que o proprietário é dono, mas não pode fazer nada a não ser trilhas para pesquisas científicas e afins

    Frase da vez

    “Brasil? Fraude explica” 

    Carlito Maia, publicitário, um dos fundadores do PT (1924-2002)

    Foto: Max Haack/ Agecom/ bahia.ba.
    Foto: Max Haack/ Agecom/bahia.ba

     

    Lembra aquela história de que João Henrique desapropriou 12 terrenos no Parque das Dunas, a área do entorno do aeroporto e Lagoa do Abaeté, por R$ 341,8 milhões?

    Só para esclarecer: o Parque das Dunas é uma Zona de Proteção Rígida (ZPR), o que quer dizer que o proprietário é dono, mas não pode fazer nada a não ser trilhas para pesquisas científicas e afins.

    ACM Neto baixou decreto publicado no  Diário Oficial de terça última mandando a Procuradoria de Salvador providenciar a anulação judicial da transação.

    O valor a ser pago seria convertido em créditos tributários, que o decreto manda anular, ressalvando aqueles que adquiriram tais créditos de boa fé, mas pedindo o ressarcimento dos que já foram efetuados.

    Também manda a Controladoria Geral do Município apurar as responsabilidades de agentes públicos no caso.

    Se houver culpados, agentes públicos ou particulares, serão acionados para ressarcir o erário. Ou seja, pagar o que foi descontado.

    Assinam o decreto, além de Neto, o chefe de gabinete João Roma, o secretário da Fazenda Paulo Souto e secretário de Urbanismo Sérgio Guanabara.

    O estouro

    O caso do Parque das Dunas estourou em 2013, com Neto já prefeito. Ele mandou apurar tudo e agora tomou a decisão de pedir a anulação. São R$ 341,8 milhões por terras que, em termos comerciais, nada valem.