Nilo diz que só depende dele tentar Senado, mas cogita votar em Félix

    Presidente da Assembleia Legislativa e do PSL na Bahia, deputado sofreu revés quando tentou ser vice de Rui em 2014 e saiu do PDT brigado com o chefe estadual da sigla

    Foto: Roberto Viana/ Ag. Haack/ bahia.ba

    Embora diga que “está muito cedo” e que tem “muita água para passar embaixo da ponte”, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo (PSL), não arreda pé de participar da chapa majoritária das eleições de 2018.

    Comandante estadual do seu partido, o deputado acredita que não corre o mesmo risco de sofrer um revés como em 2014, quando estava no PDT e apostava todas as fichas de que seria vice do governador Rui Costa, mas caiu do cavalo para o chefe do PP baiano João Leão.

    “Eu sou diferente de muitos políticos. Quando eu quero uma coisa, eu anuncio. Eu quero ser senador e dessa vez depende exclusivamente de mim, porque eu sou presidente de um partido. Dessa vez, se eu quiser, e o partido aceitar, eu serei candidato. Só não serei candidato a senador se tiver as condições políticas”, pontuou Nilo, em entrevista coletiva, durante os festejos do Dia da Independência, nesta quarta-feira (7).

    Nas contas do parlamentar, duas vagas da chapa majoritária serão do PT (governador e uma de senador) e as outras duas (segundo senador e vice-governador) ficarão a cargo das siglas aliadas.

    Assim como ele, justamente o seu algoz, o deputado federal e presidente estadual do PDT, Félix Mendonça Jr., anunciou que tentará concorrer ao posto. “Se o Félix for candidato da base de Rui, pode ter certeza que eu apoio, agora, na hora de votar nele, eu não olho a foto. Eu fecho os olhos e voto”, ironizou Nilo, que deixou a legenda justamente por desavenças com o chefe pedetista.