Nilson Castelo Branco vence no TJ e acena para a boa convivência

    Diz que o TJ não é lugar para confrontos, e que a eleição acabou

    Foto: OAB-BA
    Foto: OAB-BA

     

    Não teve surpresa no resultado da eleição para a presidência do Tribunal de Justiça da Bahia. A corte luta para livrar-se do estigma da Operação Faroeste, que resultou em oito desembargadores afastados. Nesse cenário, o ponto de honra é a probidade acima de qualquer suspeita do candidato. O resto, jogo político.

    Explicando: Lourival Trindade, o presidente que se despede, o primeiro depois da Faroeste, passou bem no critério da limpeza ética, e os dois candidatos que polarizaram a disputa, Nilson Castelo Branco, o vencedor, e Carlos Roberto Araújo, idem, idem. A diferença é que Nilson é mais ligth, bom de conversa, e Carlos mais pé duro, fechadão. Nilson Ganhou de 31 a 24 votos.

    Aceno de paz

    Aliás, logo após eleito, Nilson Castelo Branco acenou com mensagem de paz para os colegas. Disse que o TJ não é lugar para confrontos, e que a eleição acabou. Segundo ele, o TJ ‘tem o dever funcional da prática da serenidade’.

    Durante a campanha, até se disse que Nilson tinha o inconveniente de ser oriundo do Quinto Constitucional da OAB-BA, ou seja, não é juiz de carreira. Era advogado, a mesma situação do atual presidente, Lourival Trindade. Não colou.

    No frigir dos ovos, as emoções ficaram por conta da disputa pela 2ª vice presidência (a 1ª ficou com Gardênia Duarte), entre Márcia Borges e Balthazar Miranda. Aliada de Nilson, no primeiro turno ela teve 26 votos, e ele, 13. Como o quórum mínimo era de 29 votos, os dois foram ao segundo turno. Márcia teve 44, e Balthazar, 14. Até a oposição votou com ela.