Jerônimo: ‘No meu governo não caberá puxadinho, não terá política de fujão’

    O governador ainda desafiou quem quisesse fazer política certa que o procurasse no fim do evento, mas fizesse "olhando em seus olhos"

    Foto: Cássio Santana/bahia.ba

    Ao ler frases de servidores em cartazes na plateia, durante a inauguração do Centro de Anemia Falciforme da Bahia (Crafb), na manhã desta segunda-feira (13), no bairro da Centenário, em uma crítica ao novo centro Estadual, de que seria um ‘puxadinho do Hemoba [Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia], o governador Jerônimo Rodrigues (PT), sem esconder a irritação, classificou a ação como “irresponsável” e assegurou que no seu governo não cabe esse tipo de ação. Ele ainda, desafiou quem quisesse fazer política certa que o procurasse no fim do evento, mas fizesse “olhando em seus olhos”, pois segundo o líder petista, muitas que levantaram as faixas as guardaram no governo Bolsonaro, o qual estigmatizou como ‘político fujão’.

    “Quem tiver suas faixas pode guardar. Quem quiser fazer a política certa venha fazer olhando nos meus olhos, venha fazer discutindo com o meu posicionamento político, eu não vou negar minha origem, eu não vou negar minha história. Se alguém não tem condições de debater conosco ou na Secretaria de Saúde ou em qualquer ambiente, eu vou dar o meu telefone celular, posso dar o meu endereço de trabalho, mas não vamos permitir que em uma agenda dessa, uma agenda de coragem, de responsabilidade, alguém irresponsavelmente levante uma faixa chamando isso aqui de puxadinho. No meu governo, não vai caber isso, eu terei a coragem de assumir o limite do Estado, de assumir a falta de recursos”, esbravejou.

    O governador não deixou de alfinetar o que considerou como falta de coragem de dialogar por parte dos manifestantes, bem como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao qual considerou como político fujão, que antes mesmo da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Inácio Lula da Silva (PT), embarcou para os Estados Unidos e não tem previsão de retorno.

    “Porque muitos que levantam a faixa hoje não tiveram a coragem de enfrentar o governo federal, não levou essas faixas para o governo Bolsonaro. As pessoas que tiverem coragem hoje, venham, eu vou dialogar com vocês, mas não levantem uma faixa irresponsável, venham conversar conosco. Eu não vou poupar dinheiro para as políticas ligadas às mulheres, as pessoas, à comunidade LGQIA+ e ao povo indígena, venham dialogar a política na seriedade. Esse povo que não tem coragem foi aquele que fugiu, o fujão… Aqui não tem política de fujão, mas a minha alegria é de estar aqui hoje e compartilhar com os políticos que fazem o dia a dia da gente, a nossa responsabilidade”, alfinetou.