Publicado em 21/10/2020 às 13h40.

No Senado, Kássio Marque diz que críticas a seu currículo são incompreensão de regras europeias

Indicado de Bolsonaro para vaga no STF, magistrado disse ter sido fiel à denominação espanhola de um dos cursos que fez

Redação
Foto: Samuel Figueira/TRF-1
Foto: Samuel Figueira/TRF-1

 

Indicado a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o desembargador federal Kassio Nunes Marques disse nesta quarta-feira (21), em sabatina no Senado, que os questionamentos a seu currículo foram causados por “incompreensão” das regras educacionais europeias.

“Aproveito a oportunidade para esclarecer a cronologia da evolução curricular que tanto foi questionada, creio que em razão da incompreensão das regras educacionais europeias”, disse Marques, segundo reportagem do portal UOL.

Marques informou ter concluído dois cursos de pós-doutorado, na Itália e na Espanha, ao mesmo tempo em que obteve o doutorado na universidade espanhola de Salamanca.

O desembargador disse ter iniciado o doutorado em Salamanca em 2016 e ter feito cursos de pós-doutorado entre 2017 e 2018 nas universidades de Messina, na Itália, e também em Salamanca.

Segundo Marques, as regras nesses países permitem a realização simultânea dos cursos de doutorado e pós-doutorado, mas a titulação desses últimos cursos só pôde ser emitida quando da conclusão do doutorado.

O título de doutor em Direito por Salamanca foi obtido por Marques em setembro deste ano.

Além da cronologia dos títulos acadêmicos, o currículo do desembargador também chamou atenção por um curso de “postgrado” na Universidade de La Coruña, na Espanha, feito em 2014.

Marques informou no site do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) possuir um curso de “postgrado em contratación pública”. Mas o título não tem semelhança com o nível de pós-graduação no Brasil.

Aos senadores, o magistrado disse ter sido fiel à denominação espanhola do curso e negou ter tido a intenção de informar um curso de pós-graduação.