Nordeste articula criação de fundo. Na real, é vacina contra Bolsonaro

    Secretário diz que na questão do Consórcio do Nordeste, tem se dado muita ênfase à política, mas o caso é ‘principalmente de sobrevivência’

    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

     

    Ao fazer a prestação de contas quadrimestral ontem, na Comissão de Finanças da Assembleia, o secretário Manoel Vitório revelou que os governadores nordestinos, alinhados em torno do Consórcio do Nordeste, estudam a criação de um fundo a fim de captar recursos e investimentos também fora do país.

    — Ainda está cedo. Estamos preparando a massa. Nem está no forno ainda.

    Vitório diz que na questão do Consórcio do Nordeste, tem se dado muita ênfase à política, mas o caso é ‘principalmente de sobrevivência’.

    — Estamos otimizando no setor de compras, já avançamos na segurança, com a central montada no Ceará, e acredito que até o final do ano teremos resultados concretos.

    Campanha sem fim

    E não seria a criação desse fundo uma forma de dar um drible nas dificuldades impostas pelo governo Bolsonaro?

    — O Brasil precisa superar esse clima eleitoral que parece que não acaba. Claro que não estamos tendo acesso a novos recursos e nem facilidades para chegarmos a eles. Na Bahia e em outros estados do Nordeste, até os convênios que foram firmados a gente não está conseguindo que o governo federal cumpra. E como sobreviver? Claro que os governadores estão buscando caminhos.

    Apesar dos pesares, ele diz que a Bahia está financeiramente equilibrada. É o segundo estado do país que mais investiu, só perdeu para São Paulo. Fez neste ano uma economia de R$ 4,73 bilhões.