Nossa singela homenagem a Clemenceau Teixeira, que esta semana nos deixou

    Ex-deputado lutou intensamente nos bastidores para tentar evitar que ACM fosse indicado governador pelo regime militar

    Foto: divulgação

    Final de 1978, Roberto Santos governador em fim de mandato lutava intensamente nos bastidores para tentar evitar que ACM fosse indicado governador pelo regime militar.

    Na Assembleia, os carlistas disparavam virulentos ataques contra o governo de Roberto. Num deles, alguém disparou:

    — A saúde está um caos, uma lástima!

    Clemenceau, líder do governo, retrucou que era mentira e daria a resposta. Coletou dados, estudou o assunto, preparou esmerado discurso.

    Carlos Araújo, carlista, roubou a papelada e se gabou no tititi. Clemenceau subiu na tribuna, coçou os bolsos do paletó, risinhos no plenário, concluiu rápido:

    — Depois eu volto. Eu voltarei.

    Dois dias depois saiu o anúncio oficial: ACM estava indicado (seria o segundo mandato dele).

    Clemenceau procurou Carlos Araújo, agradeceu comovido:

    — Carlos, muito obrigado por ter roubado o meu discurso.