Novo diretor da PF defende sigilo de delações e critica ‘vaidade’ de Janot

    "Mostrou ao Brasil talvez uma face que espero que tenha ficado no passado", disse Fernando Segovia

    Foto: Reprodução / TV Senado

    delegado fernando segovia

     

    O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, disse, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que o órgão vai trabalhar “em silêncio” e “em busca de provas” para blindar as investigações de pressões externas.

    Para o delegado, os casos criminais só deveriam vir a público a partir de uma decisão judicial pelo fim do sigilo processual. Segovia afirmou que discutiu o assunto com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em reunião de quase três horas na semana passada.

    Ele defendeu ainda que as autoridades se “dispam do orgulho e da vaidade”. “Ela [autoridade] acha que é o ícone, que aparece ali na frente da televisão e está resolvendo o problema para o Brasil, e não é. São centenas de pessoas trabalhando”, disse.

    Questionado se estava se referindo a Janot, o delegado disse que ele seria um exemplo. “Mostrou ao Brasil talvez uma face que espero que tenha ficado no passado, desse orgulho, dessa vaidade”, opinou.