‘O Brasil não vai quebrar’, diz Wagner sobre fim da escala 6×1

    Petista rebateu críticas sobre potenciais impactos econômicos e disse que a redução da jornada aumentará a produtividade no país

    Foto: Ton Molina/Agência Senado
    Em discurso no plenário do Senado nesta quarta-feira (14), o senador Jaques Wagner (PT) defendeu a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1 e classificou a transição para a jornada 5×2 como um “passo histórico” para os trabalhadores brasileiros.
    O parlamentar rebateu críticas sobre potenciais impactos econômicos e afirmou que a redução da jornada aumentará a produtividade no país.

    Defesa da escala 5×2 

    O petista relembrou sua trajetória ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando sua atuação como ex-ministro do Trabalho e ex-coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
    “Fui o primeiro ministro do Trabalho do presidente Lula, com ele construímos várias medidas em defesa do mundo do trabalho. (…) Essa medida que hoje nós votamos, que eu prefiro chamar de ‘PEC do 5 por 2’, que é o que interessa, dois dias de descanso para cinco de trabalho, não é nenhuma novidade. Quem trabalha em banco é assim, em escritório de advocacia é assim, aqui no Senado em geral é 5 por 2, no mundo inteiro é assim”, afirmou Wagner.
    O senador rebateu críticas de que a alteração na legislação trabalhista poderia prejudicar a economia do país. Segundo ele, o aperfeiçoamento das condições de trabalho impulsiona o rendimento dos empregados e gera frutos para o desenvolvimento nacional.

    Impacto na economia e produtividade

    “Não vai quebrar. O Brasil não vai acabar, o Brasil vai melhorar, gerando mais emprego, mais produtividade e, portanto, mais riqueza para o Brasil. O milagre do Brasil é crescer e fazer justiça social”, defendeu.
    Em sua fala, Wagner fez um resgate histórico das conquistas sociais no país, citando o fim da escravidão, a criação do salário mínimo e da CLT por Getúlio Vargas, e a política de valorização do salário mínimo implementada nas gestões petistas. Ele aproveitou para criticar a oposição e o comportamento de adversários políticos no debate público, ressaltando o papel da presidência da Casa na condução da pauta.
    “Se essa sessão está acontecendo aqui, é pela vontade dos senadores, mas é pela condução e pela coragem de Vossa Excelência de enfrentar as pressões e dizer: o Brasil precisa, o Brasil quer e os trabalhadores merecem”, concluiu o parlamentar.