O comércio de Salvador festeja a reabertura, mas pisando em ovos

    Além de máscaras e regras de distanciamento, vamos medir temperaturas e dar os primeiros atendimentos, isolando logo os casos suspeitos

    Foto: Roberto Abreu/ Divulgação
    Foto: Roberto Abreu/ Divulgação

     

    Presidente da Fecomércio-BA e também integrante do Conselho Nacional de Saúde, Carlos Andrade não só sabe, como diz: ‘Nestes tempos de pandemia, botou o pé na rua, está correndo risco’.

    Se assim o é, como justificar a abertura dos shoppings a partir de sexta, como intenciona ACM Neto?

    — Estamos privilegiando a segurança. Somos nós que vamos fiscalizar os clientes. Além de máscaras e regras de distanciamento, vamos medir temperaturas e dar os primeiros atendimentos, isolando logo os casos suspeitos.

    Ressalva ele que, em matéria de segurança, nem compara com as feiras livres, e admite um calcanhar de aquiles, não nos shoppings, mas nas ruas: o transporte, que aumentando o fluxo, obviamente amplia as possibilidades de contágio.

    — Foi por isso que ACM Neto botou das 12 às 20h. Para evitar as horas de pico.

    Auxílio

    Diz Carlos que a abertura é só para atenuar o flagelo pelo qual passa o comércio, e que o compromisso principal de todos é com a vida, daí é que ele admite retrocessos se a situação se complicar.

    A Fecomércio-BA usou dados do Portal da Transparência, do Governo Federal, segundo os quais, 5 milhões de baianos recorreram ao auxílio emergencial de R$ 600, o que significou uma injeção de R$ 3 bilhões. O baque da pandemia é de 27%, mas seria de 40% não fosse isso. Ou seja, o auxílio auxiliou mesmo. E sem ele?