O esforço é evitar o pânico do corona

    O problema é convencer a torcida disso

    O virologista Gúbio Soares, pesquisador do Laboratório de Virologia do Instituto de Ciências da Saúde da UFBA, o homem que identificou a chegada do zika vírus ao Brasil, em entrevista à rádio Band News, previu o crescimento do corona no Brasil por um detalhe elementar, o trânsito entre brasileiros e italianos de lá pra cá e vice-versa é intenso. Mas ele minimiza os motivos de preocupações:

    — O vírus tem sido mais fatal com pessoas idosas que já tenham outras doenças agregadas. Não há motivo para pânico.

    Fábio Vilas Boas, secretário de Saúde do Estado, na TV Bahia, foi na mesma linha:

    — É apenas uma gripe.

    O problema é convencer a torcida disso.

    Na Arquidiocese

    Pela correria às farmácias atrás de álcool gel e de máscaras, pelo falatório intenso das redes (com fakes e tudo) e pelo noticiário, o povo de Salvador parece que já dá como certa que a chegada do coronavírus é inevitável.

    A nota da Arquidocese de Salvador recomendando que os fiéis evitem se abraçar nas missas e que a hóstia seja entregue em mãos, e não mais na boca, carimbam a tese. Dom Murilo Kriegger diz que são ‘medidas de bom senso’.

    Leão brinca

    Vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, João Leão completou 74 anos anteontem, justo no dia em que sentiu uma indisposição. Internou-se no Aliança para uma bateria de exames e recebeu os parabéns de lá, direto do quarto da espera.

    Ontem, ao ser procurado para saber a quantas anda a saúde, ele estrilou:

    — Pode publicar: estou com o coronavírus e de braços abertos para atender a todos os meus inimigos!