O forró vai indo, apesar dos alijados na Cidade da Música

    "A falha foi da organização"

    Carlos Pitta, que ao lado de Adelmário Coelho, Zelito Miranda, Del Feliz e Targino Gondim, forma a linha de frente do forró na Bahia, diz que a decisão do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de reconhecer o forró como patrimônio nacional merece aplausos, apesar da demora.

    Pitta lembra que hoje, 13 de dezembro, data de aniversário de Luiz Gonzaga (falecido em 1989, aos 77 anos), é o Dia Nacional do Forró, instituído pela deputada Luiza Erundina, depois também adotada em Salvador por Silvoney Salles, quando era vereador.

    — A grande festa é em Pernambuco, onde tem a Casa Luiz Gonzaga. Mas todos nós nos sentimos homenageados.

    Os excluídos

    Mas se por aí os forrozeiros estão sempre na crista da onda, na Bahia, nem tanto. Pelo menos a Cidade da Música, inaugurada em Salvador para celebrar a musicalidade baiana, esqueceu Carlos Pitta, 66 anos, autor de mais de 400 músicas, entre elas Cometa Mambembe.

    — Entre os esquecidos, estão outros baianos conhecidos e queridos, o que quer dizer que a falha foi da organização.

    Além de Pitta, estão entre os alijados o Grupo Bendengó, com Jereba à frente; Lindu, filho de Entre Rios, onde tem até estátua na praça, que ao lado de Coroné e Cobrinha fazia o Trio Nordestino; e também Waldick Soriano, que é de Caetité.

    — Me pergunto: será que Waldick ficou fora porque disse ‘Eu não sou cachorro não’?