O marketing político já não é mais aquela teta insecável

    Dos nossos marqueteiros da ativa uma grande parte ainda procura emprego, que é sazonal, antes de mercado farto também na grana, agora escasso em tudo

    O marketing político baiano, ou axé-marketing, como chamam alguns, que virou produto Made In Bahia, com Duda Mendonça e João Santana, o Patinhas, exportando a expertise, está muito longe de ser aquele.

    O marketing político resultou de uma bem sucedida mistura de publicitários e jornalistas, a começar pelos top, Duda publicitário, Patinhas jornalista. Óbvio que como em qualquer atividade há as apostas erradas, como os calotes que alguns levaram. Mas muita gente se bem.

    Sorte grande

    Era um tempo em que o dinheiro jorrava farto, mais pelo caixa 2, com 45 dias de campanha na tevê com caras produções de peças publicitárias. A Lava Jato detonou a fartura marqueteira.

    Dos nossos marqueteiros da ativa uma grande parte ainda procura emprego, que é sazonal, antes de mercado farto também na grana, agora escasso em tudo.

    Dos que estão na labuta, a média pega 20% do se pagava antes. Quem acha 50% por aí acertou a Mega. Também a produção marqueteira tem novos parâmetros. O Horário Eleitoral gratuito, já não tem (como em 2016) peças publicitárias bem elaboradas, caras. Mas o pessoal da criação sobreviveu, tanto para os comerciais de tevê como para a nova moda, as redes sociais.

    Já tem até empresa especializada em zap. E a turbinada que antes era R$ 0,50 sobe para R$ 2. O pouco do dinheiro tem novas mãos.