O MDB está mais para Wagner do que para Neto. Só falta o casamento

    Alguns dizem até que só falta véu e grinalda

    Foto: Manu Dias/Gov-BA
    Foto: Manu Dias/Gov-BA

     

    E o MDB, qual é o futuro, fica com Jaques Wagner ou ACM Neto? A pergunta aí foi feita pelo leitor Danilo Soares, de Feira de Santana. Com a palavra Alex Futuca, presidente estadual do partido:

    — Estou mais focado em organizar as chapas de candidatos a deputado federal e estadual. Temos tempo de rádio e TV e fundo eleitoral. No mais, conversamos com todos, mas não há definição.

    Alex diz isso, mas é mais que isso. As conversas com o PT, Jaques Wagner à frente, fluiram bem. Aliás, é Wagner cá e Lula lá. Ou seja, o namoro tem tudo para dar em casamento. Alguns dizem até que só falta véu e grinalda.

    Limpeza

    O MDB, que depois virou PMDB e voltou ao velho nome, era o grande partido de oposição ao governo na época da ditadura. Na Bahia, em 2006, quando se aliou ao PT, elegeu um deputado federal, Gedel, e seis estaduais. Em 2010, no melhor momento, três federais e seis estaduais; em 2014, quando Gedel disputou o governo, elegeu apenas um federal, Lúcio Vieira Lima, e seis estaduais; em 2018, nenhum federal, e só um estadual, Kátia Oliveira, que já disse: fica com ACM Neto.

    Quem também fica com Neto é Colbert Martins, prefeito de Feira de Santana. Seria a implosão? No partido se diz que Colbert ano passado recebeu R$ 300 mil de ajuda para a campanha, mas não liga para o partido, da mesma forma que Kátia. Ou seja, já não conta com eles. Só Geraldo Júnior, presidente da Câmara de Salvador, seria uma perda. Nada mais.