O PR baiano, com Bolsonaro no caminho, espera Rui voltar para ver como vai ficar

    E se o PR se ajustar com Rui cá, mas Bolsonaro não aceitar o jogo duplo de governo lá, mas oposição cá, como é que fica?

    Frase da vez

    “A incerteza dos acontecimentos é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento”

    Jean Massillon, bispo de Clermont, na França (1663-1742)

    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

     

    O PR baiano, partido da base de Rui Costa que tem a Secretaria de Turismo do Estado, saiu das urnas deste ano menor. Tem três deputados federais, Zé Rocha, Jonga Bacelar e Zé Carlos Araújo, o presidente.

    Os dois primeiros se reelegeram, Zé Carlos não. Ficou com dois. Tem três deputados estaduais, Paulo Câmera, Vitor Bonfim e Reinaldo Braga. O primeiro, doente, não disputou a reeleição, o segundo se reelegeu e o terceiro perdeu. Ficou com um.

    E agora, como vai ficar no governo de Rui Costa? Fala Zé Carlos Araújo:

    — Estamos esperando Rui nos chamar para conversar.

    Com Bolsonaro

    No plano federal, Jonga Bacelar, que sempre foi o patinho feio para o governo baiano, visitou Jair Bolsonaro na véspera da eleição e festejou a vitória. E os outros dois?

    Zé Carlos Araújo diz que o partido, do ponto de vista nacional, sempre respeitou as alianças estaduais e até agora não tomou decisão sobre a nova situação.

    Zé Rocha é mais incisivo:

    — Eu votei e apoiei Haddad. Mas sou partidário. Hoje temos 33 deputados, a sexta bancada, alguns foram Haddad, outros Bolsonaro. Vamos ver os projetos que ele (Bolsonaro) vai mandar.

    E se o PR se ajustar com Rui cá, mas Bolsonaro não aceitar o jogo duplo de governo lá, mas oposição cá, como é que fica?

    Seria algo novo na política brasileira, o alinhamento total. Mas a opção é possível.