‘O prefeito tem que esquecer o governo do Estado’, diz vereador do PDT

    "O prefeito tem que se dedicar às responsabilidades da prefeitura para a qual ele foi eleito em 2020, e deixar que o governador faça a gestão do Estado"

    Foto: Reprodução/Instituto Combustível Legal

    Em entrevista ao bahia.ba, o vereador Randerson Leal (PDT) afirma que o prefeito Bruno Reis (União Brasil) “precisa esquecer o governo do Estado”, e deve “se debruçar nas demandas da capital baiana”. Embora seja filiado a um partido que compõe o arco de alianças do prefeito de Salvador, Randerson Leal já declarou outras vezes seu apoio incondicional ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), e rebateu as afirmações do prefeito em relação ao posicionamento da oposição diante do transporte público.

    “O prefeito tem que esquecer o governo do Estado e se dedicar às ações e responsabilidades da prefeitura para a qual ele foi eleito em 2020 e deixar que o governador [Jerônimo Rodrigues] faça a gestão do Estado. O que queremos (oposição) é mais transparência nas informações por parte do Executivo municipal; o que queremos é saber como se chegou de fato ao valor de R$ 5,20 a tarifa mais cara do Norte-Nordeste; o que queremos é saber qual será a contrapartida para a população; queremos as planilhas com os custos do transporte público para o município”, afirma o vereador.

    O pedetista aponta ainda que o chefe do Palácio Thomé de Souza tinha desde janeiro para abrir o diálogo com a Câmara Municipal, “mas preferiu adiar e propor um Projeto de Lei em cárater de urgência sem respeitar o rito normal das comissões e querer jogar a responsabilidade dele (prefeitura) no colo dos vereadores”.

    “Sabemos das dificuldades que atravessamos no sistema de transporte público, mas não será apenas com subsídios constantes que resolveremos a situação, e sim com diálogo, e de repente inverter a lógica: o município avocar a responsabilidade e gerir de forma 100% o transporte público de Salvador. Não estamos aqui para dificultar a gestão municipal, e sim para cumprir com o nosso papel de lutar pelos interesses dos soteropolitanos e soteropolitanas”, acrescenta Randerson Leal.