Olívia acredita que base federal precisa de ‘mais bombeiros e mais bombeiras’

    Deputada baiana destaca que concorda com falas de Rui Costa, mas pondera que posição do ministro recomenda declarações visando "harmonização de forças" políticas

    Foto: Carolina Papa/bahia.ba

    A deputada estadual e uma das pré-candidaturas à prefeitura da capital, Olívia Santana (PCdoB), avaliou em conversa com a imprensa que a base do governo federal precisa “de mais bombeiros e mais bombeiras”. As declarações foram dadas nesta quarta-feira (7) durante a abertura do XXV Encontro Estadual da União Nacional de Conselhos Municipais de Educação (UNCME) e fez referência a declarações do ministro da Casa Civil, o baiano Rui Costa. Na sexta-feira passada (2), em Itaberaba, o ex-governador disse em discurso que Brasília vive uma “ilha da fantasia”, dissociada da realidade de vida da maioria da população.

    Para a parlamentar comunista, Rui falou “algo o que muita gente concorda”. Ela mesma concorda. “Entendo que a pressão em Brasília é violenta”,arrematou. Mas, considerando a posição que ele ocupa, de ministro palaciano, diretamente ligado à articulação do governo,  “tem coisas que a gente pensa mas não pode falar”.

    A deputada entende que o Congresso devia entender o desabafo de Rui não apenas de forma reativa, mas também compreendendo o que ele tem de verdade. Porém, “temos que garantir que nosso governo, o governo Lula – que tem uma base minoritária no parlamento -, possa seguir adiante”. Olívia destaca que Rui Costa é uma liderança experiente, que já foi inclusive deputado federal, e que poderia “se pronunciar sempre no sentido de garantir uma harmonização das forças políticas.”

    Sucessão municipal

    Perguntada sobre as eleições municipais, Olívia defendeu que após ter um negríndio – como se refere ao governador e correligionário Jerônimo Rodrigues (PT) – no governo estadual, em 2024 seria a vez de eleger uma mulher e negra para a prefeitura da capital. “Precisamos virar essa página da história tão pavimentada pelo racismo, pelo sexismo, que impede que os talentos, as inteligências das mulheres também possam ocupar os espaços de poder, de decisão, de governança de uma cidade como Salvador que é de maioria negra, de maioria feminina, mas a gente nunca consegue chegar lá”.