ONU discute em Salvador o clima do planeta que Bolsonaro não liga

    O clima no planeta todo dia muda para pior. O do governo brasileiro é que se mantém estável. No cocô

    Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
    Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

     

    Lembra daquele encontro da ONU em Salvador que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, cancelou em maio dizendo que não ia fazer uma reunião ‘para a turma comer acarajé’?

    Pois ele começou hoje, e vai até sexta, no Wet’n Wild (um improviso, já que Salvador está órfão de centro de convenções), com acarajé e tudo.

    Ressalte-se: o ministro teve que recuar, porque ACM Neto deu testa e ganhou. Porque nem Ricardo Salles e nem Bolsonaro estão lá muito preocupados com a ONU discutir questões climáticas.

    Mas por uma dessas felizes ironias do destino, o encontro da ONU acontece justamente no momento em que Bolsonaro dispensou a ajuda da Alemanha para a preservação da Amazônia e por tabela a Noruega, uma bagatela de mais de duas centenas de milhões de reais para o Fundo da Amazônia, que congrega Amapá, Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará, Mato Grosso e Maranhão.

    Clima estável

    Seja como for, se o mundo e o planeta pouco podem esperar de bom da parte do governo, Salvador já ganhou, especialmente o trade turístico. Nada menos que quatro mil pessoas de todos os pontos do planeta já confirmaram presença.

    André Fraga, secretário de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência de Salvador, o núcleo ambientalista da capital baiana, diz que num encontro dessa magnitude haverá vozes discordantes. E cita que a questão climática é um fato preocupante no planeta.

    Ora se é. O Sistema de Alerta do Imazon aponta que a Amazônia perdeu neste ano 1.287 km de florestas, duas áreas de Salvador. E o clima no planeta todo dia muda para pior. O do governo brasileiro é que se mantém estável. No cocô.