Operação contra líder do governo no Senado foi ‘para constranger’, diz Otto

    Senador baiano integrou uma comitiva que fez uma visita nesta terça-feira ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli

    Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

    A operação da Polícia Federal no gabinete do líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), foi “encomendada para constranger”, afirmou o senador baiano Otto Alencar (PSD).

    Otto integrou uma comitiva de senadores que fez uma visita nesta terça-feira (24) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

    A assessoria jurídica do Senado ingressou também contra a decisão do ministro do Supremo Luís Roberto Barroso, que autorizou a busca e apreensão na liderança do governo.

    Os parlamentares argumentam que não houve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). “A visita ao STF foi de ordem política e institucional, em defesa do senado, e não do Fernando Bezerra. A PGR se manifestou contra [a operação], porque o fato investigado aconteceu quando ele não tinha mandato”, declarou Otto.

    Segundo as investigações, o emedebista recebeu R$ 5,5 milhões em propinas de empreiteiras encarregadas das obras do Canal do Sertão e da transposição do rio São Francisco, quando era ministro da Integração Nacional, no governo Dilma.