Operação cumpre mandados em escritórios ligados a ex-presidente do STJ

    As ações integram a segunda fase da Operação Appius, que apura a suspeita de pagamentos de propinas a agentes públicos para suspender e anular a Operação Castelo de Areia

    Escritórios de advocacia ligados ao ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Cesar Asfor Rocha foram alvos de desdobramento da Operação Lava Jato, que cumpriu mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (29), em São Paulo e Brasília.

    Segundo a Folha, as ações integram a segunda fase da Operação Appius, que apura a suspeita de pagamentos de propinas a agentes públicos para suspender e anular a Operação Castelo de Areia, que investigava a construtora Camargo Corrêa.

    Na primeira fase, no dia 7 de novembro, foram realizadas buscas e apreensão em Fortaleza, na casa de Asfor Rocha, aposentado do STJ desde 2012.

    Na ocasião, também foram cumpridos mandados na residência de Luiz Nascimento, sócio da empreiteira, em São Paulo.

    Em nota, o Ministério Público Federal de São Paulo disse que “apenas em casos excepcionais escritórios de advocacia podem ser alvo de buscas” e que a operação “justifica-se quando voltada à apuração de indícios de cometimento de crime pela própria pessoa do advogado responsável pelo escritório alvo das buscas”.

    Conforme a Procuradoria, foram encontradas “circunstâncias atípicas”, como ausência de computadores nas casas dos advogados investigados, embora houvesse impressora, cabos de rede de energia e monitores. Além disso, celulares estavam formatados e com dados apagados.

    Por meio de nota, o escritório Cesar Asfor Rocha Advogados disse aguardar “com serenidade as apurações baseadas em afirmações do ex-deputado Antônio Palocci”.

    “As suposições com que o ex-petista, já condenado por corrupção, tenta comprar sua liberdade não têm respaldo nos fatos”, afirmou o escritório.