‘Oportunismo’, diz Jerônimo após Neto apoiar Flávio Bolsonaro

    "O candidato dele sempre foi Flávio Bolsonaro", escreveu o governador reeleito

    Foto: Erickson Araújo
    O reeleito governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que a postura adotada pelo ex-candidato ACM Neto (União Brasil) durante o primeiro turno foi “oportunismo eleitoral e propaganda enganosa” após o vice-presidente nacional do União Brasil declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
    “Como sempre soubemos e dissemos, a neutralidade era oportunismo eleitoral e propaganda enganosa. O candidato dele sempre foi Flávio Bolsonaro. Perdeu pra mim e vai perder novamente, pois a Bahia dará uma votação histórica a Lula”, diz a publicação de Jerônimo no X (antigo Twitter). 

    Rui Costa também se pronunciou sobre alianças

    Sem citar nomes, o senador eleito Rui Costa (União Brasil) também comentou sobre a recente notícia de apoio dos opositores. “Acabei de ver um vídeo agora, daqueles que foram derrotados nas eleições da Bahia deste ano, se aliando publicamente àqueles que perseguiram a Bahia, àqueles que são contra a Bahia.”

    O ex-ministro da Casa Civil do terceiro mandato de Lula (PT) também convocou os aliados e eleitores para votarem no segundo turno das Eleições de 2026, que será realizado no dia 25 de outubro e irá definir o próximo presidente.

    Bruno Reis e ACM Neto declaram apoio a Flávio Bolsonaro

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e o ex-candidato, ACM Neto, declararam apoio a Flávio Bolsonaro, posição do partido formalizada pela federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.

    “Todos nós do União Brasil fechamos questão em torno do apoio à candidatura de Flávio à Presidência. Falo também aqui em nome do quarto maior colégio eleitoral do Brasil, que é a Bahia”, afirmou ACM Neto.

    Inicialmente, Neto declarou apoio ao ex-candidato Ronaldo Caiado (PSD) – que também declarou apoio ao senador bolsonarista, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O União Brasil não havia determinado apoio conjunto a nenhum candidato à presidência no primeiro turno, deixando a escolha livre para cada membro do partido.