Publicado em 07/05/2018 às 10h05.

Os pequenos partidos pulam fora do chapão. São mais felizes com a chapinha

A razão é simples: os pequenos, ideológicos ou comercializáveis, quando juntar algumas dezenas de candidatos medianos, na soma, elegem um ou dois

Levi Vasconcelos

Frase da vez

“Toda vez que você se encontrar do lado da maioria, é hora de parar e refletir”
Mark Twain, escritor e humorista norte-americano (1835-1910)

Foto: Robson Mendes/ Secom PMS
Foto: Robson Mendes/ Secom PMS

 

A ideia dos aliados de ACM Neto construir um chapão, reunindo em uma só coligação todos os partidos amigos, está entrando água. O PHS pulou fora e o vereador Joceval Rodrigues, do PPS, brandou:

— Chega de amassar barro para faraó!

Evocou uma frase bastante usada pelo radialista Álvaro Martins, hoje no céu, para dizer que a proposta não lhe interessa.

E por que não? Depois que Neto desistiu de se candidatar, a revoada de lideranças para os braços de Rui Costa bateu em cheio nos deputados, que defendem o chapão para salvar a pele. Esqueceram de combinar com os pequenos.

A razão é simples: os pequenos, ideológicos ou comercializáveis, quando juntar algumas dezenas de candidatos medianos, na soma, elegem um ou dois. Assim que, em 2010, Jânio Natal, hoje deputado estadual, se elegeu deputado federal pelo PRP, com 41.585 votos, deixando de fora 19 outros muito mais bem votados, como Marcelo Guimarães Filho, então presidente do Bahia, com 61.170 votos.

Em 2014, em um ajuntamento de pequenos partidos, Uldurico Júnior, do pequenino PTC, com 39.904 votos para federal, deixou de fora também 19 outros mais votados, entre eles, Luiz Argolo (PP), que tentava a reeleição, hoje na cadeia.

Fabíola Mansur, do PSB, é deputada estadual com 22.317 votos. Deixou 31 mais votados do lado de fora. Os pequenos não vão entregar o ouro.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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