Os prós e os contras de Lúcio no Conselho de Ética

    2018, por ser um ano eleitoral, traz vantagens e desvantagens para o deputado

    Foto: Sérgio Lima

    Uma semana depois que o Conselho de Ética da Câmara instaurou o processo contra o deputado baiano Lúcio Vieira Lima (PMDB) por falta de decoro, colegas dele avaliam que o resultado do caso é imprevisível. Sequer se tem certeza se acabará ainda este ano.

    2018, por ser um ano eleitoral, traz vantagens e desvantagens para Lúcio.

    As vantagens: simultaneamente correm no Conselho de Ética três outros processos, também deflagrados no mesmo dia, o de Paulo Maluf (PP-SP), que está preso, condenado a 7 anos e nove meses por lavagem de dinheiro, Celso Jacob (PMDB-RJ), também condenado a 7 anos por falsificação de documentos quando era prefeito de Três Rios, no Rio, e João Rodrigues (PSD-SC), condenado a 5 anos e três meses por dispensa irregular de licitação quando era prefeito de Pinhalzinho (SC).

    Cada processo deveria demorar 90 dias, mas por ser ano eleitoral, não há quem garanta o quórum, o que pode postergar a definição por meses.

    Outras companhias

    Embora Lúcio não esteja, como os outros três, condenado a nada, pesa contra ele, além de participação nas malas dos R$ 51 milhões, o fato de tomar dinheiro de Marinalva de Jesus, a empregada doméstica, e Job Brandão, outro auxiliar.

    Seja como for, ele tem complicações lá e cá também. Os colegas dele de partido só aguardam ACM Neto se definir para ver como ficam.