Otto admite convite para relatar Arcabouço; abriu mão por ser líder e indicou Omar Aziz

    Sobre a disputa pela prefeitura de Salvador em 2024, o senador disse que só trataria sobre o assunto depois da Semana Santa, após 'rezar muito'

    Foto: Pedro França/Agência Senado

    O senador Otto Alencar, líder do PSD no Senado, em conversa com o bahia.ba, admitiu em primeira mão, que foi convidado para ser relator do projeto do Arcabouço Fiscal, que deve chegar na Casa para apreciação nos próximos dias, mas abriu mão da prerrogativa por ser líder e preferiu indicar um liderado, o senador do Amazonas, Omar Aziz.

    “Até porque um líder nunca pode puxar tudo para si, porque quando isso acontece deixa de ter a liderança e, quando eu me credenciei para esse cargo o primeiro pensamento da minha cabeça sempre foi o desprendimento, ser magnânimo com os meus liderados. Então, vou indicar o senador do Amazonas, Omar Aziz”, revelou.

    Ele ainda pontuou ter achado a matéria conservadora, com pontos, em sua opinião, a serem revistos. Para ele, por exemplo, o texto tira a capacidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de avançar em programas sociais.

    “Achei o projeto conservador, acho que é preciso se rever alguns pontos, porque avalio que tira muito a capacidade de o presidente de avançar em alguns programas sociais. Eu, por exemplo votei no teto dos gastos em 2016, mas na pandemia impediu o então presidente Jair Bolsonaro de fazer qualquer investimento e, se nós no Senado, não tivéssemos feito aquela PEC [Proposta de Emenda de Constitucional], aquele orçamento da vida, para passar recursos para os estados e municípios que, foi uma coisa rápida, não daria para enfrentar a crise da Covid-19. Então, tem que ter essa flexibilidade, nós vivemos num país que tem uma diferença cultural muito grande, pessoas em situação econômica mais fracas, passando dificuldades, com o mapa da fome aí demonstrando isso e, quando acontece uma coisa dessa ele [Lula] vai ter que pedir de novo uma PEC, como ocorreu o ano passado com a PEC da transição para poder socorrer o Brasil. Por isso, defendo deixar o espaço livre para atender alguma crise que, porventura venha acontecer no país”, defendeu.

    Sobre a disputa pela prefeitura de Salvador  em 2024, com muito bom humor, o senador disse que só trataria sobre o assunto depois da Semana Santa, após ‘rezar muito’.